Ante o centenário de nascimento de Chico Xavier, pensámos na melhor maneira de homenageá-lo. Recordámos as suas lições nos 23 anos de entrevistas ao jornal “Folha Espírita” e, sobretudo, nos seus 92 anos de vida terrena, repletos de amor e renúncia. Como sintetizar numa única homenagem uma vida tão rica em espiritualidade?
Ante a nossa dificuldade, pareceu-nos ouvi-lo dizer: “Não me sinto merecedor de homenagens; sou grama, e grama, morre uma, nasce outra.” Mas nos nossos pensamentos, insistíamos: “Queremos homenageá-lo.” Surgiu-nos, então, sua frase inesquecível:
“Se nós pudéssemos colocar uma legenda na frente de cada conjunto residencial, de cada cidade, de cada aldeia, de cada metrópole, de cada grande capital do progresso humano, se nós pudéssemos e tivéssemos bastante autoridade para isso, escolheríamos aquela frase de Nosso Senhor Jesus Cristo quando Ele nos disse: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!”
Neste momento, pareceu-nos ouvi-lo, na acústica da nossa própria alma: “Há algo pelo qual eu gostaria de ser lembrado, a forma como comecei: distribuindo pão a quem tem fome.”
De repente tudo ficou claro: era preciso seguir-lhe os passos. Há o pão material e o pão da alma. Ele distribuiu os dois. Nós vamos distribuir também.
No dia 2 de Abril, vamos entregar, com amor, o pão da padaria a quem tem fome… Vamos distribuir pães, sob a forma de gestos de carinho, visitando os encarcerados, as criancinhas doentes, os idosos sem abrigo, os desamparados. Ler um conto, participar numa brincadeira, cortar o cabelo e as unhas a um paralítico, ouvir com atenção uma pessoa só – são simples gestos de bondade, que qualquer pessoa pode oferecer.
Sim, não há dúvida, para nós, o dia 2 de Abril é o dia da doação de um pão, de um gesto de carinho.
Junte-se a nós!
Dra. Marlene Nobre
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