Devido à grande intolerância religiosa que vigorou nos últimos quatro séculos, e que levou a maioria das comunidades científicas a optarem pelo paradigma materialista, cavou-se ainda mais o fosso existente entre ciência e religião.
E na área da Medicina, não foi diferente, sobretudo no decorrer do século XX, que esteve intensamente impregnado por uma visão reducionista, o que tem limitado a ciência médica ao reduzido espaço do corpo físico. Contudo, qualquer coisa de novo tem vindo a dar-se – especialmente na última década –, com a introdução do factor Espiritualidade nos estudos, nas pesquisas, e na própria prática médica. |
 |
Neste movimento, o termo Espiritualidade tem a conotação que lhe atribuiu William James: o mais nobre e elevado sentimento que une o ser humano ao Criador. Assim, dele fazem parte médicos e profissionais de saúde das mais diversas confissões religiosas, bem como os que apenas acreditam no Ser Supremo, não estando ligados a qualquer religião formal.
No ano 2001, quase dois terços das Faculdades de Medicina dos Estados Unidos já tinham nos seus cursos – umas, como obrigatória, outras, como opcional – a cadeira de “Religião, Espiritualidade e Medicina”. Mas mesmo assim, apenas uma pequena percentagem dos médicos norte-americanos (menos de um terço) se sentem à vontade para perguntar aos seus pacientes quais são as suas opções religiosas; nos outros dois terços, muitos, alegam falta de tempo, outros, incapacidade para lidar com o assunto, e outros ainda, pensam que a Espiritualidade não é relevante para a prática da Medicina.
Se trabalha na área da Saúde e deseja saber mais sobre este assunto, se gosta de dialogar e/ou de debater ideias, venha participar connosco nas I Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade. Teremos imenso prazer em recebê-lo!
Até lá,
Marlene Nobre |